O governo de Pedro Passos Coelho veio hoje afirmar que admite a realização de cortes nas subvenções vitalícias a políticos que estejam simultaneamente a receber ordenados no sector privado. Esta decisão veio pelas “mãos” do PSD e CDS depois de ter sido anunciado pela imprensa que há cerca de 400 ex-políticos, actualmente a receber ordenados “milionários” no sector privado, estavam ainda a receber este dinheiro do estado (que segundo o Orçamento de estado, pode ascender a 8 milhões de Euros).
É o caso, por exemplo, do socialista Jorge Coelho (actual presidente da Mota-Engil), que acumula o salário com uma pensão mensal de 2.400 euros, ou de Armado Vara (agora presidente da Camargo Correia), que ganha uma pensão mensal de 2.000 euros, o mesmo que António Vitorino (advogado).
Rui Gomes da Silva (vice-presidente do Benfica) tem uma pensão de 2.100 euros, Ângelo Correia (presidente do grupo Fomentinvest) aufere 2. 200 euros, Duarte Lima (advogado) tem uma pensão de 2.200, e ainda mais recebe Zita Seabra (presidente da Alêtheia Editores) com 3 mil euros.
Álvaro Barreto, com funções executivas em diversas empresas, recebe 3.400 euros, Dias Loureiro, também gestor de empresas, aufere 1.700 euros, Ferreira do Amaral, (administrador da Lusoponte) conta com uma pensão de 3.000 euros e Bagão Félix (professor universitário) tem uma pensão de mil euros.